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Futebol muda regulamento e atinge menores, clubes formadores e governança. Você está preparado?

08/09/2026

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A FIFA promoveu uma das mais relevantes reformas de seu sistema internacional de transferências. As mudanças no Regulamento sobre Status e Transferência de Jogadores (RSTP), que entram em vigor em 1º de janeiro de 2027, são consequência direta do Caso Lassana Diarra e alteram pontos importantes das relações entre atletas e clubes.

A reforma procura encontrar um novo equilíbrio entre dois princípios fundamentais: a estabilidade dos contratos e a liberdade de trabalho dos jogadores. A FIFA mantém mecanismos de proteção contratual, mas reduz presunções e automatismos que poderiam dificultar a contratação de um atleta por outro clube.

Entre as mudanças estão novos critérios para o chamado período protegido, maior objetividade na definição das indenizações por rompimento sem justa causa e a necessidade de demonstração efetiva de que um novo clube participou ou induziu uma ruptura contratual. Também passam a constar expressamente do regulamento práticas abusivas, como afastar indevidamente o atleta dos treinamentos, utilizar registro ou desregistro como forma de pressão e reter seu passaporte.

Outro avanço importante está na proporcionalidade das sanções. A FIFA passa a trabalhar com uma escala de punições, evitando que situações de gravidade diferente recebam respostas semelhantes.

A reforma também alcança a governança. Futuras alterações relevantes no RSTP passarão por um processo institucional de diálogo entre FIFA, representantes dos jogadores, clubes e ligas. É uma mudança significativa na forma como as regras do mercado internacional do futebol são construídas.

Para atletas e clubes, o novo cenário aumenta a importância da proteção jurídica preventiva. Contratos precisarão ser revisados à luz das novas regras, especialmente cláusulas de rescisão, indenização e remuneração. Da mesma forma, decisões envolvendo rompimentos contratuais e novas contratações exigirão avaliação jurídica cuidadosa dos riscos envolvidos.

As novas regras aumentam a previsibilidade, mas também exigem adaptação. No futebol cada vez mais regulado e internacionalizado, uma boa estrutura jurídica não deve atuar apenas quando surge o conflito. Deve estar presente antes da assinatura, durante a execução do contrato e na tomada das decisões estratégicas.

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